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sábado, 18 de agosto de 2012

MANGAL DAS GARÇAS - BELÉM (PA)

Assim que terminamos nossa visita ao Theatro da Paz, pegamos um táxi na porta do Hotel Hilton, que fica em frente ao teatro, indo em direção ao Mangal das Garças (Passagem Carneiro da Rocha, s/n, Cidade Velha, próximo do Arsenal da Marinha), um parque ecológico construído às margens do Rio Guamá. No caminho, passamos em frente ao sempre movimentado Mercado Ver-O-Peso e pelas ruas onde pedestres e carros disputam espaço no bairro Comércio. O motorista do táxi era muito mal-humorado, reclamando de tudo, especialmente do trânsito. A corrida nos custou R$ 16,00, mas como o taxista não tinha troco para R$ 20,00, peguei o que ele tinha nas mãos, ou seja, R$ 2,00. Ele nos deixou no estacionamento do parque. Eram quase 10 horas de uma manhã de sexta-feira ensolarada e quente em Belém. Passamos na bilheteria, localizada na base de uma torre com 47 metros de altura, o Farol de Belém. Para idosos acima de 60 anos, todas as atrações do parque são gratuitas. São quatro atrações, com cada ingresso custando R$ 3,00. Para quem for ver todas (recomendo), é melhor comprar um passaporte por R$ 9,00, com acesso garantido a todas elas. Começamos onde estávamos, subindo no elevador do Farol de Belém, parando no segundo deque de observação, localizado a 27 metros do chão. O primeiro deque (15 metros) estava interditado para visitas. Do alto, tem-se uma visão completa do parque, além de uma vista sensacional de parte da cidade, com os espigões ao fundo, bem como do Rio Guamá, com sua cor barrenta. Fizemos algumas poses para fotos, identificamos alguns pontos de interesse no próprio parque e descemos, sempre com a presença de um ascensorista. Em frente ao farol ficam dois lagos. O da esquerda é maior, se chama Lago do Cavername, tem uma fonte e um esqueleto de uma embarcação onde alguns biguás tomavam sol. Por falar em sol, as outras aves que estavam neste lago, como patos, guarás, um tuiuiú do pantanal e garças, procuravam as sombras das árvores para se refrescar. No lago da direita, chamado Lago da Ponta, vimos tartarugas ao sol, em fila indiana, uma sobre a outra, e quatro flamingos com uma coloração rosa bem clara. Debaixo de uma caramanchão, fizemos mais fotos e paramos em uma lanchonete para descansar e tomar uma água. Seguimos, então, para a segunda atração, o Borboletário, anunciado como o maior da América do Sul. O lugar é protegido por uma tela para que as borboletas não escapem. Parece um jardim zen, com laguinhos cheios de vitória-régia, peixes escuros da região, muitas samambaias, algumas aves pequenas conhecidas como pavãozinho do pará, mas o que chama a atenção são as borboletas, voando de um lado para o outro, mas sem se misturarem. Parece que cada espécie prefere um tipo de planta para se alimentar. Em cada canto, cores diferentes nas asas. As que mais chamam a atenção são as borboletas que tem nas asas um desenho que lembra um olho de coruja. Todas estavam se alimentando de pedaços de mamão e de abacaxi, e nem ligavam para os turistas que as focavam em suas máquinas digitais. Uma sessão de fotos profissional também ocorria no Borboletário. Demos a volta por trás deste espaço para entrar no Orquidário, recém reinaugurado e sem cobrança de ingresso. Não havia muito para ver, pois a maioria das orquídeas estava sem flor. Uma monitora fica no local para orientar os turistas, explicando sobre cada espécie. Estavam floridas quatro delas, a mais resistente, que é plantada no chão, uma cuja flor dura apenas um dia, uma que sua flor parece uma aranha e uma com flor pequena e bem vermelha. Próxima etapa foi passar pela lateral esquerda do parque, onde dezenas de garças se misturavam aos turistas. Paramos para ver o tuiuiú pular em uma folha de palmeira, arrancando um pedaço que estava seco. Nesta hora notei que ele tinha uma das asas cortadas, o que o impede de voar. Um dos monitores disse que eles fazem a mesma coisa com os guarás, cuja coloração das penas em tom vermelho é bem bonita. Passava das 11 horas da manhã. Era hora de alimentar as garças. Funcionários do parque trouxeram bandejas lotadas de pedaços de peixes e jogaram para as garças. O balé que elas proporcionam, com bater de asas e passadas elegantes, é um espetáculo imperdível para os turistas, que fotografam e filmam a briga por um pedaço de peixe. Dirigimo-nos para a terceira atração, o Viveiro dos Aningas, onde podemos interagir com muitas espécies de aves. Na entrada, um monitor nos entregou uma espécie de cartaz com imagens das aves que vemos ali. São nomes estranhos, como colheiro (que tem bico parecido ao de pato). Calangos ou lagartos podem ser vistos soltos por todo o parque e três deles estavam por cima da tela de proteção deste viveiro de aves. Continuamos nosso passeio pelo parque, andando pela passarela de madeira suspensa que passa por cima dos aningas, uma folhagem alta que tem uma flor branca que lembra a flor de antúrio. Esta passarela desemboca no Mirante do Rio, local protegido do sol por teto de palha seca, típico da região, com bancos para se sentar e apreciar a vista do Rio Guamá e do parque, enquanto uma brisa suave refresca o calor. Dá vontade de ficar por ali um longo tempo. Foi o que fizemos, mesmo porque meus pais precisavam descansar. Refeitos do cansaço, voltamos pela passarela e chegamos ao Memorial Amazônico da Navegação, a quarta atração paga do lugar. Trata-se de um pequeno museu com informações e algumas réplicas de barcos que navegam nos rios da região. Achei interessante a reprodução da procissão fluvial do Círio de Nazaré. Quando saímos deste espaço, era quase meio-dia, horário que o restaurante do local abre para o almoço. A fome já dava sinais de vida, pois tínhamos tomado o café da manhã bem cedo. Resolvemos dar mais uma parada em nosso passeio para almoçar pratos da comida típica paraense no buffet do Manjar das Garças, localizado no segundo piso do mesmo prédio que abriga o museu que tínhamos acabado de conhecer. Após o almoço, ainda caminhamos um pouco mais, conhecendo um largo com uma fonte chamado Murmúrio das Águas, onde um solitário pato tomava sol. Mais à frente estava a Fonte dos Caruanas, onde uma garça parecia uma deusa egípcia em pose imponente no alto da fonte. E, por fim, conhecemos, por fora, o Armazém do Tempo, uma construção de metal e vidro, que pertenceu à Empresa de Navegação da Amazônia, quando servia de oficina mecânica para reparo dos barcos. Hoje é um espaço multiuso. Ficamos pouco mais do que três hora no Mangal das Garças, tempo suficiente para apreciar toda a beleza do lugar. Na saída, um táxi estava parado, parecendo que nos aguardava. O calor era intenso no início da tarde. O ar condicionado do táxi foi providencial. Rumamos em direção à Basílica Santuário de Nazaré.

guarás e garças no Lago do Cavername


tartarugas tomam sol no Lago da Ponta


flamingos no Lago da Ponta


vitória-régia no Borboletário


borboleta se alimenta de abacaxi no Borboletário


Orquidário


tuiuiú na ilha do Lago Cavername


balé das garças quando foram alimentadas


pato na beira do Lago do Cavername


colheiro no Viveiro dos Aningas


Aningas com Farol de Belém ao fundo


passarela de madeira sobre as folhagens conhecidas como aningas


instalação no Memorial Amazônico da Navegação


Murmúrio das Águas


Fonte dos Caruanas


Armazém do Tempo
turismo

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