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quinta-feira, 7 de maio de 2009

VEM AÍ MAIS UM SUCESSO


Eu e Ric recebemos um convite para testar o cardápio do novo restaurante de um amigo nosso que abrirá para o público em geral no dia 13 de maio de 2009. O restaurante tem como chamariz a forte cozinha latino-americana. Foi legal participar deste evento na noite de 06 de maio, com apenas cinco dias de diferença para a nossa ida ao La Mar, de cozinha peruana, aberto recentemente no Itaim, em São Paulo. Sem querer puxar a sardinha para meu amigo, afirmo que os pratos que degustei hoje não deixam nada a desejar aos do famoso chef peruano que abriu o La Mar no Brasil, já consagrado em outros países. Os ceviches degustados estavam ótimos, sem o exagero de coentro que encontrei no restaurante paulistano e com um diferencial: o ceviche, seguindo a cozinha peruana clássica, vem com batata doce. Incrível como este tubérculo harmoniza bem com o peixe e o limão, agindo de forma absorvente do gosto residual que o peixe costuma deixar na boca. A apresentação do prato, um mix com três tipos de ceviches, que ilustra este post, é muito bonita. O sabor picante está presente, mas não é excessivo e não agride ao paladar. De principal, seguindo os conselhos dos presentes, pedi um cordeiro ao molho de cerveja preta e coentro. Todos sabem que não aprecio o coentro. Acho que ele toma o sabor de tudo. Mas no prato isto não aconteceu. A combinação com a cerveja preta não deixou o coentro se destacar. A carne estava muito macia, quase derretendo ao contato com a boca. Prato que pode ser o carro chefe do novo cardápio em matéria de principal, já que, para mim, os ceviches deverão ser a alma do novo empreendimento. Para bebida, pedi o drink típico do Peru, o pisco souer. Respeitadas as devidas proporções, é como se fosse a nossa caipirinha. O pisco souer foi abrasileirado, recebendo um toque a mais de açúcar, o que, para mim, ficou mais saboroso. Para quem gosta de algo mais azedo, deve experimentar o pisco souer de maracujá, azedinho no ponto. Como sobremesa, pedi uma taça com dois doces, metade da taça com uma espécie de creme de vinho (esqueci o nome), que me lembrou o sagu típico das cantinas do Rio Grande do Sul e Paraná. A outra metade o arroz de leche, primo quase irmão de nosso arroz doce. Gostei muito do arroz doce, mas a outra metade do doce, achei muito doce. Também experimentei o suspiro limeña, muito bom e uma espécie de pudim de coco assado, de sabor leve e marcante. Enfim, gostei muito do que vi e comi e, como os demais empreendimentos dos nossos amigos, tenho certeza que este será mais um sucesso. A decoração do local está linda, com cores vibrantes e uma bela fonte no centro do pequeno salão. A fonte traz um clima de tranquilidade ao local. E por ser inusitado em Brasília, creio que haverá muita gente fazendo pose ao lado dela para fotos que marcarão momentos de um belo prazer gastronômico.

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