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quinta-feira, 26 de maio de 2011

EVITA

Final de tarde em São Paulo. Fomos para o Teatro Alfa (Rua Bento Branco de Andrade Filho, 722, Santo Amaro, atrás do Hotel Transamérica). Saímos do hotel onde estávamos hospedados às 16 horas. A distância entre o hotel e o teatro é de aproximadamente 14 quilômetros. Pegamos um pequeno engarrafamento na Marginal Pinheiros, mas chegamos no local faltando meia hora para o início do espetáculo, marcado para 17 horas. Sessão da tarde é sempre mais tranquila. Antes de entrar, achei tão bonito o catálogo/programa do musical que acabei comprando por R$ 25,00. A imagem ao lado é a capa deste catálogo. O teatro tinha bom público, mas não estava cheio. Na fila em que eu e Ric ficamos ninguém mais se sentou. Como ficava um pouco distante, levei binóculos para ver os detalhes das expressões faciais dos atores e das roupas. Mais um musical, para o qual pagamos R$ 196,47 (já incluídas as taxas) cada ingresso, com desconto por comprar com Cartão Bradesco. Desta vez o famoso musical Evita, cuja versão brasileira coube a Cláudio Botelho, que a cada dia se firma como um dos grandes nomes dos musicais super produzidos no Brasil. As letras originais são de Tim Rice para as músicas criadas por Andrew Lloyd Webber, um midas dos musicais. Regência e direção musical da maestrina Vânia Pajares, enquanto a direção de arte ficou a cargo de Juliano Seganti. O cenário é de Jorge Takla e Paulo Corrêa. Direção geral de Jorge Takla. O cenário não tem nada de complicado, mas funcionou muito bem. Elementos simples em cena, como cadeiras, sofás, mesas, microfones de pé, palanques, entre outros objetos, que eram fáceis de serem retirados de uma cena para outra pelo próprio elenco de apoio. No mais, um grande fundo branco, bem como as duas laterais do palco, com janelas e portas se abrindo, dependendo do contexto da história. Evita é interpretada por Paula Capovilla, Juan Perón por Daniel Boaventura e Che Guevara, o narrador da história, é vivido por Fred Silveira. A história é bem conhecida dos brasileiros e se baseia na vida de Evita Perón, considerada quase uma santa para uma grande parte dos argentinos. Já encenada em palcos brasileiros, quando a cantora Cláudia viveu o papel principal, também foi transposta para o cinema nas mãos de Alan Parker, com Madonna fazendo Evita. Por falar em cinema, Jorge Takla aproveitou bem o fundo branco de seu cenário com muita projeção de imagens reais da vida de Evita e do momento político da Argentina em sua época. Começa com uma cena em uma sala de cinema, quando o filme é interrompido para anunciar a morte de Evita Perón, para em seguida, voltar no tempo, contando a subida meteórica de Evita que saiu de uma cidade do interior para tentar a vida como cantora e atriz em Buenos Aires, onde tem uma vida atribulada e cheia de homens, até conhecer Juan Perón. O resto todos já conhecem. A história não fica apenas no lado humano e bondoso deste ícone argentino, mas também fala do enriquecimento através de uma fundação que nunca declarou nenhum centavo recebido. Paula Capovilla é segura, canta bem e consegue passar emoção nos momentos em que isto é exigido. Um dos pontos altos é logo no início, quando a Argentina chora a morte de Evita e ela aparece em uma das janelas, vestida de branco, loura, enrolada na bandeira do nosso país vizinho. Daniel Boaventura não faz feio, mas achei que ele não colocou energia nas canções. Ele é melhor cantor em disco. Fred Silveira, o Che Guevara, foi uma surpresa para mim. Canta menos, fazendo mais o lado ator aparecer. Tem ótima projeção de voz. O espetáculo não é longo. Em cinquenta minutos de primeiro ato, desce a cortina e anunciam um intervalo de quinze minutos. Aproveitei o momento para tirar fotos do display no saguão do teatro. Neste intervalo, observei que o público era, em sua maioria, formado por pessoas idosas. Adorei ver grupo de senhoras, com roupas elegantes, perfumadas, mostrando suas jóias de família, conversando animadamente. O segundo ato segue a linha do primeiro, mantendo uma homogeneidade que não vi no espetáculo New York New York, como já postei aqui. Mais cinquenta minutos e o musical chega ao fim. Gostei muito. Saímos apressados para pegar um táxi, pois da última vez que estive no Teatro Alfa fiquei um bom tempo para conseguir sair de lá, pois não havia táxi no ponto. Desta vez foi diferente. Pegamos logo o primeiro carro disponível, retornando ao hotel. Como era cedo, decidimos ir até o Center 3, shopping pequeno situado na Avenida Paulista com Rua Augusta onde Ric comprou um novo óculos escuros já que eu sentara, ainda de manhã, nos óculos dele. Diga-se de passagem, Ric deixou os óculos em local inapropriado, ou seja, em um puff, próprio para se sentar. Depois da compra, decidimos ir ao cinema no Espaço Unibanco de Cinema, bem próximo de onde estávamos.

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